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Saiba mais sobre diabetes Quando
o pâncreas de uma pessoa não produz o hormônio insulina ou não o
produz suficientemente ou, ainda, quando a insulina produzida não
funciona de forma adequada, a glicose passa a se acumular em grande
quantidade no sangue.
O resultado desse processo é o desenvolvimento do diabetes, uma doença
crônica que pode ser controlada. Caso não seja tratada corretamente,
com o tempo, os altos níveis de glicose no sangue podem causar danos sérios
à saúde, como cegueira, perda da sensibilidade nos pés, problemas nos
nervos, nas artérias e nas veias, além de graves problemas cardíacos
e renais. As
estatísticas mostram que, nos
próximos 25 anos, o número de diabéticos no mundo pode dobrar,
chegando a 400 milhões de portadores da doença. No Brasil, pelo menos
15% da população com mais de 40 anos pode ser diabética. De acordo
com o resultado da campanha nacional para detectar a doença, realizada
em março de 2003 pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 3 milhões,
dos quase 20 milhões de brasileiros testados nos centros de saúde de
todo o país, apresentaram níveis de glicose no sangue acima do
recomendável. Diabetes Tipo 1 Apenas
10% dos portadores de diabetes têm o tipo 1 (insulino-dependentes).
Neste caso, as células do pâncreas, que normalmente produzem insulina,
foram destruídas. O nível da glicose no sangue permanece
constantemente alto, pois o organismo não consegue a absorver. A solução
é injetar insulina subcutânea para que possa ser absorvida pelo
sangue. Ainda não é possível, hoje, produzir uma forma de insulina
que possa ser administrada oralmente.
Não
se sabe a causa da destruição das células produtoras de insulina do pâncreas
ou o motivo do diabetes aparecer em certas pessoas e não em outras.
Fatores hereditários podem ser a causa, mas o distúrbio dificilmente
é herdado.
Diabetes Tipo 2
Embora não se saiba o que causa o diabetes tipo 2, que responde por 90% dos casos da doença, sabe-se que o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no diabetes tipo 1. Também existe uma conexão entre a obesidade, que é um distúrbio comum que afeta 2 a 10% da população brasileira, e a doença. Todos
os diabéticos tipo 2 produzem insulina quando diagnosticados e a
maioria continuará sendo não insulino-dependente pelo resto da vida. O
principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam
altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de usar
toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, pouca glicose presente
no sangue é aproveitada por estas células. A ação reduzida de
insulina é chamada de "resistência insulínica". Os sintomas dos diabetes tipo 2 são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais "brando" que o tipo 1.
Fonte: Boletim WMulher nº 39/2004 - de 26.09.2004 |