Um sistema de mais de R$ 500 bilhões investindo no seu futuro e no país
Data: 31/10/2011
As Entidades de Previdência Complementar Fechadas no Brasil somam patrimônio de R$ 540 bilhões, mas a queda dos juros cria a necessidade de alternativas de investimentos.
O Sistema Brasileiro de Previdência é composto pela Previdência Social, o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), as Previdências abertas, geralmente, ligadas a bancos que vendem planos de previdência e as Previdências Fechadas vinculada às empresas, como é o caso do SERPROS.
Em matéria recente à revista da PETROS, fundo de pensão dos Empregados da PETROBRAS, o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabas, comentou que “o sistema fechado de previdência já ultrapassou o patamar de mais de R$ 500 bilhões em reservas”. Gabas, que é funcionário de carreira da Previdência Social há quase 30 anos, complementou: “Isso é bom para o participante, que garante uma renda adicional; é bom para a economia, porque os fundos de pensão são grandes investidores institucionais; e é bom para o país, porque reduz a dependência do capital estrangeiro nos grandes investimentos necessários ao crescimento sustentado da nossa economia”.
O secretário ainda analisou que as perspectivas com relação ao setor são boas, devido ao aumento da renda e à melhoria da qualidade de vida do trabalhador. A consequência é que a própria cultura previdenciária e a formação de poupança têm crescido no País. “E neste cenário de crescimento econômico que tem se mostrado sustentável, temos alcançado resultados que possivelmente se estenderão por longos anos”, completou.
Já o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), José de Souza Mendonça, fez suas projeções: “Hoje temos R$ 540 bilhões de recursos administrados. Calculamos que em 2020 este valor esteja acima de R$ 1 trilhão”. Desses R$ 540 bilhões, R$ 3,2 bilhões são dos participantes do SERPROS. José de Souza comentou que as Entidades têm que buscar novas formas de rentabilizar o patrimônio para pagar benefícios por mais tempo, porque as pessoas estão vivendo mais. Grande parte dos investimentos das entidades está aplicada em títulos de longo prazo baseados na taxa SELIC, a qual analistas têm previsto uma trajetória de baixa sistemática. “Por outro lado, com os juros caindo, fica mais difícil atingir a meta atuarial”, concluiu Mendonça.
O SERPROS tem mais de 80% de suas aplicações em fundos de Renda Fixa, e a equipe de investimento está atenta e analisando a profundidade e a velocidade destas mudanças no cenário de investimentos.
Apoio à Previdência Complementar
A Presidente da Associação Nacional de Participantes de Fundo de Pensão (Anapar), Cláudia Ricaldoni, defende uma política de incentivo à previdência complementar, unificando esforços de governo, de centrais sindicais e de todos atores do sistema. Ela observa que muitas empresas que têm optado pela previdência aberta para seus empregados, ao invés de constituir seu próprio fundo, que em geral pagaria aposentadorias melhores.
Já no caso do SERPROS, muitos dos novos empregados da patrocinadora, Serpro, vêm de empresas que tinham fundo de previdência e podem fazer a portabilidade do plano da antiga empresa para o Fundo.
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Fonte: Revista Petros