18/01/2017

Quem acha que controlar as finanças é poupar apenas até se aposentar pode estar enganado. Um estudo da Serasa Experian revelou que o número de inadimplentes com 61 anos ou mais em todo o país era de 7,5 milhões em julho de 2016, representando 12,7% do total de pessoas com dívidas atrasadas.

Muitas vezes, o uso inadequado de cheque especial, do cartão de crédito ou de empréstimos podem ser determinantes para o desequilíbrio no orçamento familiar, conforme orienta o especialista em educação financeira Edmilson Lyra. No entanto, não é preciso se desesperar.

Para quem já se aposentou e está no grupo dos endividados, a primeira recomendação do especialista é listar os gastos mensais, juntamente com o custo do endividamento. “Posteriormente, faça um levantamento de todas as receitas que você tem. Pelo lado das despesas, corte gastos e evite desperdícios. Compre só o essencial, o necessário”, reforça.

Para aumentar a receita, Edmilson lembra que vários aposentados estão procurando trabalhos alternativos, tais como: consultoria, assessoria, serviços na área educacional, ou mesmo colocando em prática outras habilidades que já existiam, mas que em função da fase laboral, nunca foram desenvolvidas. “Quem não tem um ‘Masterchef’ em casa?”, sugere.

A disciplina e o controle de gastos devem acontecer de tal maneira que permitam a manutenção de uma vida tranquila pelo maior tempo possível, segundo aponta o especialista. “Recomenda-se, a quem pode, sempre fazer uma reserva especial para suportar os altos gastos com saúde e remédios, dado que iremos viver cada vez mais”, conclui.

A Associação Brasileira de Educação Financeira (Abef) oferece em seu site a Cartilha de Educação Financeira e Previdenciária, com dicas para uma melhor organização das despesas pessoais e orientações sobre o sistema de previdência complementar. Consulte aqui. O Serasa Consumidor também disponibiliza na sua página na internet um guia para uma aposentadoria tranquila. Conheça.

Saúde financeira para além da aposentadoria